Mais um Natal. E todos nos outra vez nos isentamos da realidade. É o nascimento de Jesus, e comemoramos a drinks e barrancos. Brindamos a chegada do nosso salvador, que só lembramos nesta data, o ano inteiro trabalhamos pensando em nossa singularidade, econômica, econômica, econômica e por fim “ufa” em nós mesmos. Enquanto lá fora casas e barrancos continuam caindo a 4.9 graus na escala Richter e aqui do nosso castelo de areia com telhado de vidro, pouco importa em quem ou o que a terra ira cobrir. O que interessa são os nossos sonhos e pedidos, que por castigo muitos não são realizados. Com certeza Deus não dá mínima para a nossa ideologia, para os nossos falsos comprometimentos com os nossos semelhantes, que somente lembramos na época de Natal. Todos os anos pisamos em suas salivas e restos fisiológicos e só agora no Natal podemos ajudá-los. Ora bolas, será que no Natal curamos da cegueira e fazemos festas beneficentes, bingos, coletamos roupas e brinquedos, para entregar as pessoas que passam fome, sede e adoecem o ano inteiro. Isso será um milagre de Natal... Como é bom se o verdadeiro espírito de Natal baixasse e por vez acabasse com essa falsa piedade, que nos cobre somente na época de Natal. Cadê a nossa van-filosofia, onde estão às pessoas de “sangue azul” que desfilam com carrões de R$ 120 mil reais, pra cima e pra baixo, muitos não sabem nem escrever o nome, mas mesmo assim vão atropelando a vida de quem quer que seja que atravesse o seu caminho sem olhar para baixo, a não ser para as suas próprias etnias. Feliz Natal a Drinks e Barrancos.
Por Robson Tovarish

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